Quando falamos em gestão de utilities em condomínios residenciais de casas ou de apartamentos, é importante que o síndico e os moradores tenham em mente que, no caso da escolha de gás no condomínio e da empresa fornecedora, a decisão está totalmente nas mãos do consumidor, diferentemente do que acontece com o fornecimento de energia elétrica e água. Sempre é possível migrar de um tipo de gás para outro ou de uma empresa para outra caso as pesquisas indiquem uma relação custo-benefício mais vantajosa.

Para ajudar síndicos e condôminos neste processo, vamos apresentar dois cenários e os detalhes em cada caso. Deixe de lado a crença de que o condomínio tem de ser eternamente refém de uma escolha feita anteriormente. 

GN e GLP: diferenças essenciais

Antes de falar em migração, é importante apresentar algumas informações básicas sobre o GN e o GLP. O gás natural tem o metano, um combustível fóssil, assim como o petróleo, como seu principal componente. O GLP é composto por uma mistura de quatro hidrocarbonetos, principalmente propano e butano (80%). Ambos apresentam uma queima limpa.

O gás natural é oferecido de forma encanada. Chega ao condomínio por meio de tubulações vindas da rua e seu abastecimento é realizado por meio de gasodutos. Seu alcance ainda está restrito aos grandes centros.

Os cilindros com GLP são armazenados em uma central de gás construída na área externa do condomínio. O abastecimento é feito de forma programada por meio de caminhões da frota da empresa fornecedora. Já atende 100% dos municípios brasileiros. 

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Gás no condomínio: migração de GN para Ultragaz

O processo começa com uma visita do consultor comercial e de um técnico de instalação, que avalia as necessidades de alteração no projeto. É nesta visita que o técnico faz toda a análise do espaço disponível e sugere o local ideal para a construção da nova central de gás no condomínio. A central irá substituir o cavalete de abastecimento de gás natural que vem da rua.

A construção da central de GLP será a mais próxima possível da tubulação que transporta o gás para as prumadas nos andares. A tubulação existente é aproveitada, mas é necessário construir um novo trecho de rede ligando a central à rede já existente.

Também na primeira visita, que dura entre uma e duas horas, é realizada uma inspeção em toda a rede, desde a ligação na central até o interior das unidades, para definições técnicas quanto à pressão e local de instalação dos medidores. Tanto empresas de GN quanto de GLP já oferecem a opção de medição individualizada. Nela, o cliente paga apenas pelo que consome e a conta vai direto para cada unidade. Com isso, o condomínio não fica prejudicado por casos de inadimplência. Posteriormente, é feita a verificação dos pontos de consumo e equipamentos de cada unidade para a indicação dos kits de conversão necessários (para forno, fogão, aquecedor de água, em geral).

Definidos todos os detalhes, é desenvolvido o projeto de construção da central de gás no condomínio, realizados os ajustes necessários, emitida a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) da obra civil e feito o alinhamento com os órgãos legais.

O teste de estanqueidade para realizar a “virada” de GN para GLP é uma das etapas finais. Ocorre antes da liberação do primeiro abastecimento de GLP. O teste é feito em cada unidade na presença do responsável pelo condomínio. O objetivo checar se há vazamento na tubulação no percurso entre a central e cada unidade.

Com seu conhecimento técnico e sua expertise, a Ultragaz está apta a executar todas essas etapas. Em um condomínio com 200 unidades, a migração (análise, projeto, construção da central, inspeção de rede, teste de estanqueidade e instalação dos kits de conversão para GLP) leva de 60 a 75 dias corridos. A transição é feita de forma planejada e não afeta o fornecimento de gás no condomínio em nenhum momento.

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Gás no condomínio: migração de outro GLP para Ultragaz

Neste caso, a equipe de instalação acompanha o consultor na primeira visita para verificar se a central de gás GLP já existente no local atende às normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas e pelo Corpo de Bombeiros ou se há alguma necessidade de adequação. Qualquer que seja a conclusão desta primeira visita, é necessário cumprir as etapas de desenvolvimento de projeto e emissão de ART. São exigências dos órgãos legais.

A migração de GLP de outras empresas para o GLP da Ultragaz é certamente mais simples e rápida do que a do cenário anterior por dispensar a etapa de conversão dos equipamentos presentes em cada unidade. Não há necessidade de vistoria interna em cada um dos apartamentos ou casas.

Outra etapa que faz parte deste processo está relacionada à medição do volume consumido de gás no condomínio e um eventual desejo de alterá-la. Primeiro, portanto, é preciso verificar como está sendo feita: é coletiva ou individualizada? Está localizada no hall ou no pé da prumada? Num segundo momento, verifica-se o interesse do condomínio em migrar para o Controle Inteligente, nova solução da Ultragaz que permite acompanhar em tempo real o consumo de gás no condomínio. Em caso afirmativo, esta instalação também entra no cronograma.

A etapa do teste de estanqueidade é mantida. É realizada em todas as unidades e sempre com o acompanhamento do responsável pelo condomínio. Neste cenário, a migração de um condomínio com 200 unidades leva de 30 a 40 dias corridos para ser finalizada.

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