A escolha da fonte energética que irá abastecer uma indústria é uma decisão estratégica que demanda muita pesquisa prévia. É preciso conhecer em detalhe as demandas da indústria, necessidades específicas de determinados equipamentos, volume consumido, disponibilidade de espaço e localização do parque industrial. É fundamental também se certificar sobre questões como segurança, abastecimento, preço, eficiência e impacto ambiental. As informações que circulam a respeito destes pontos nem sempre são precisas. Por isso, listamos sete afirmações muito comuns quando o tema é o uso de GLP industrial e apontamos quais são mitos e quais são verdades. Confira abaixo os temas com seus respectivos esclarecimentos, que poderão ser um suporte na hora da tomada de decisão.

1. “O GN é uma energia mais limpa que o GLP”

MITO – Os dois apresentam uma queima limpa e são originados de uma mesma fonte, com diferença no processo de refino. O “natural” utilizado no nome do GN é apenas a forma comercial (marca) de apresentar o produto. Tanto GN quanto GLP são considerados ambientalmente amigáveis e funcionam como boas fontes de energia para a indústria. O GLP industrial não gera resíduos sólidos para posterior descarte. Por ser gás, exclui o risco de contaminação do solo/lençol freático como no caso de combustíveis sólidos e líquidos.

2. “O GLP não consegue substituir a energia elétrica na indústria porque o volume consumido é muito alto”

MITO – O GLP industrial pode ser adaptado à qualquer demanda. Basta dimensionar de forma correta a central de gás (espaço necessário e quantidade de vasilhames ou tanques). Da mesma forma, o reabastecimento é programado conforme a utilização – com a possibilidade de rápido ajuste em casos de pico ou alteração da programação habitual.

No caso da energia elétrica, a indústria tem de firmar um contrato fixo de demanda com a distribuidora. Neste contrato, fica estabelecido um limite máximo em quilowatts. Caso esse limite seja ultrapassado, paga-se multa. Em eventuais períodos de baixo consumo, deve ser pago o valor referente à quantidade contratada. No caso do GLP, o cliente paga apenas pelo volume consumido.

Caso a indústria deseje migrar para GLP equipamentos que trabalham a energia elétrica, será preciso verificar a viabilidade técnica. Além disso, talvez seja  necessário promover a conversão/adaptação ou aquisição de novas máquinas.

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3. “A central de gás GLP industrial apresenta risco para os que estão no parque industrial e seu entorno”

Procedimentos para fornecimento do GLP industrial seguem parâmetros do Corpo de Bombeiros

MITO – A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o Corpo de Bombeiros determinam normas bastante detalhadas para a construção da central de GLP e da rede de abastecimento (tubulação) da indústria visando à máxima segurança. Marcos Palumbo, chefe da seção de comunicação do Corpo de Bombeiros, explica que a corporação acompanha o processo na fase de projeto e na vistoria final. O Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros é concedido quando tudo está em conformidade com as normas. Todas essas normas e o rigor na fiscalização garantem a segurança da central de gás, da indústria, das equipes que transitam no local e do entorno de forma geral. Além disso, a Ultragaz disponibiliza a seus clientes assistência técnica em tempo integral, além de promover as manutenções preventiva e corretiva.

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4. “Garantia de abastecimento com GLP industrial é maior”

VERDADE – É muito mais confortável e seguro contar com o estoque do energético dentro do parque industrial do que ficar à mercê de fatores externos que eventualmente possam comprometer o abastecimento. No caso do gás natural, podem ocorrer interrupções no fornecimento decorrente de rompimentos no gasoduto, por exemplo. Quando há uma ocorrência de vazamento em um cliente, é necessário desligar o fornecimento de toda região para fazer a manutenção. No caso do GLP industrial, não há dependência de redes ou linhas de transmissão. Além disso, é possível adaptar rapidamente o giro de abastecimento de GLP aumentando o fornecimento em casos de pico de produção. Depende apenas de agendamento programado e deslocamento do caminhão. O GLP pode ser estocado por longos períodos sem que ocorram alterações em suas características físico-químicas.

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5. “Extensão alcançada pelo GLP e pelo GN no território nacional é equivalente”

MITO – O GLP está disponível em 100% dos municípios brasileiros, ao contrário do gás natural, cuja oferta está concentrada nos grandes centros. Como a distribuição do gás natural é feita por meio de gasodutos, a ampliação das áreas atendidas depende de investimentos em infraestrutura.

6. “Custo da energia elétrica é mais baixo do que o do GLP”

MITO – De acordo com o engenheiro mecânico e doutor em energia Fernando Cörner, da Krona Consultoria e Projetos, o GLP é mais econômico do que a eletricidade que chega via termelétricas, que possui altos custos de geração, transmissão e distribuição. Também é importante lembrar que a opção por energia elétrica pode demandar investimentos na rede interna e externa.

7. “Custo do GN é mais baixo que o do GLP"

MITO –  Estudo comparativo indica que de janeiro a outubro de 2019, o GLP contou com sete reajustes, contra três do GN. Esse indicador, no entanto, nada importa. O que é preciso verificar é o percentual acumulado no período e, neste caso, o preço do GLP registrou queda de 12,2% (Petrobras acima de P13), enquanto o valor do GN para a indústria registrou aumento de 23,8%.

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