A compra de equipamentos é uma decisão estratégica para indústrias de qualquer porte e segmento. São meses avaliando as opções e comparando capacidade de produção, custo, eficiência e design para fazer a escolha. Mas há mais um componente importante que deve ser considerado nesta análise: a fonte energética que será utilizada para operar estes equipamentos.

Esta é uma informação importante no momento da escolha. O ideal é adquirir equipamentos que já saiam de fábrica prontos para serem abastecidos por um determinado energético. Neste contexto, uma dúvida é bastante recorrente: devo optar pela energia elétrica ou pelo GLP Industrial?

Na opinião do engenheiro mecânico e doutor em energia Fernando Corner, da Krona Consultoria e Projetos, a escolha do energético deve considerar uma série de fatores como custo final no processo (operação + manutenção), disponibilidade local, qualidade e impacto ambiental. A viabilidade econômica também é de vital importância, pois a compra de um novo equipamento exige investimento que deverá gerar a taxa de retorno desejada.

Para ajudar você na escolha, listamos aspectos que merecem ser examinados durante o processo de apuração de dados, com prós e contras para energia elétrica ou GLP, dependendo da situação. Confira a seguir e veja o que funciona melhor para o perfil da sua indústria, atendimento a necessidades específicas e demanda de energia:

Conversão

É mais vantajoso para o empresário comprar o equipamento já pronto para receber o energético mais adequado para sua indústria. Isso porque os custos de conversão podem ser altos ou a conversão pode ser tecnicamente inviável. Além disso, há casos em que a mudança de energético influencia o desempenho do equipamento e, para buscar a equiparação da eficiência, é preciso um consumo superior do energético, o que onera a fatura mensal. “Isso não ocorre por um problema do energético, mas da sua função e capacidade adaptada àquele determinado equipamento”, explica Corner.

Demanda contratada

Ao optar pelo fornecimento de energia elétrica, a indústria firma um contrato de demanda de energia com a distribuidora, estabelecendo um limite máximo em quilowatts. Caso esse limite seja ultrapassado, pesadas multas incidirão na conta de energia elétrica. Mesmo nos períodos de baixo consumo, o valor referente à quantidade contratada, tenha ela sido ou não usada, deve ser pago. Além disso, a indústria paga também outra parcela correspondente à energia consumida em quilowatt-hora. Há também regras específicas quanto à alteração da demanda contratada, seja aumento ou redução.

Já no caso do GLP industrial, há disponibilidade para atendimento a picos de produção, pois há sempre capacidade ociosa no sistema de distribuição interna e externa do gás da indústria. Mesmo quando o aumento da demanda for significativo, as soluções podem ser simples, como o aumento na frequência de reabastecimento, ampliação da quantidade de tanques na central ou substituição por tanques com maior capacidade, o que não implica custos para o cliente. Não há cobrança de penalidades.

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Custos de instalação e manutenção

A opção por equipamentos elétricos pode levar a um custo de instalação mais elevado, pois exige investimento na rede interna, transformadores e quadros de distribuição para atender à nova demanda. Há casos em que é necessário investir na ampliação da rede externa para aumentar sua capacidade. Em outros, é preciso manter geradores para suportar o consumo de energia, atender aos horários de pico ou enfrentar apagões.

Além disso, a manutenção de equipamentos de energia elétrica costuma demandar mais atenção e investimentos, já que existe a necessidade de parar a produção para troca de resistências ou eletrodos com alguma frequência. Os sistemas a gás, em contrapartida, exigem baixos índices de manutenção, conforme explica Fernando Corner, doutor em energia.

No sistema de abastecimento a granel de GLP industrial, basta dispor de uma área para instalar a central de gás e a tubulação conforme as normas de segurança. Essa central funciona como o "cérebro" da operação e é nela que ocorre o reabastecimento automático por meio dos caminhões. A manutenção do sistema de armazenagem e distribuição de GLP é realizada pela Ultragaz.

Abastecimento: como ocorre com GLP industrial e com energia elétrica

O fornecimento de GLP industrial é garantido e depende exclusivamente da organização interna da empresa, do monitoramento de consumo e da logística de reabastecimento. Não há dependência de redes ou gasodutos.

No caso de energia elétrica, há o risco de pane e um cenário pouco favorável no caso de reaquecimento da economia.

Questão ambiental

A energia elétrica é uma energia limpa quando não é gerada em termelétricas movidas a derivados de petróleo ou carvão. Sua eficiência média no Brasil é da ordem de 40%. Somam-se ainda as perdas nas redes de transmissão e distribuição.

Embora o GLP industrial também seja um derivado do petróleo, ele é considerado ambientalmente amigável: não gera resíduos sólidos de cinzas para posterior descarte, como a lenha. Por ser gás, não há risco de contaminação do solo e do lençol freático como no caso de combustíveis sólidos e líquidos.

Objetivo do uso

Marcos Pickina, chef de panificação da Ramalhos Brasil, fabricante de fornos industriais, explica que é a finalidade e o uso do equipamento que definem o modelo ideal em cada caso. “Fabricamos fornos nas duas modalidades, elétricos e a gás. A decisão depende do que chamamos de fato predominante.”

De acordo com ele, um forno a gás (de lastro ou rotativo) pode ser bastante econômico quando utilizado em produções em modo contínuo, com um mínimo de oito horas ininterruptas de uso diário, e temperaturas muito semelhantes (pouca ou nenhuma oscilação de temperatura de assamento).

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