A cultura da torra de café vem ganhando força no Brasil nos últimos dez anos e tem se mostrado uma opção interessante para cafeterias que querem ter mais controle sobre a matéria-prima (origem e rastreabilidade) a fim de oferecer aos clientes uma experiência completa, com direito à degustação de um produto mais fresco, e também aos produtores, que buscam agregar valor ao seu produto com a inclusão desta etapa. Mas após tomada a decisão de montar uma microtorrefadora de café, vem a dúvida: como materializar este plano? Neste texto, vamos falar sobre a estrutura necessária para implementar seu processo de torra de café profissional.

Área e estrutura para operação da microtorrefadora

O espaço mínimo para a área de operação de uma microtorrefadora de café com produção de 1.000 a 5.000 kg/mês é de 15 m2, de acordo com Rogério Sagiorato, gerente comercial da Carmomaq, fabricante de torradores há 28 anos no mercado. “O equipamento é compacto e o processo é artesanal; não é uma linha de produção integrada.”

Toda a produção é dimensionada a partir da capacidade do torrador de café. A primeira pergunta que o empresário deve fazer a si mesmo, portanto, é “quantos quilos quero torrar por mês?”. Os menores modelos, explica Sagiorato, ocupam 5 m2, já considerando o espaço de operação e a circulação necessária ao seu redor. A Carmomaq dispõe de modelos de torrador de café com capacidade a partir de 5 a 10 kg por torra (duração de 15 minutos), o carro-chefe para o segmento de microtorrefadoras, seguido por opções de torrador de café com capacidade para 15 kg ou 30 kg.

O espaço deve contar ainda com um moinho, que é um equipamento pequeno, com cerca de 70 cm de altura, 50 cm de profundidade e 30 cm de comprimento, e que deve ficar apoiado em uma bancada. O “kit básico” da microtorrefadora de café inclui também uma balança, uma seladora – responsável por lacrar a embalagem – e uma datadora, que registra dados como o número do lote e a data de validade do produto.

GLP no processo de torra de café

O gás GLP é um combustível essencial no processo de torra de café, que depende de calor. Após a colheita, o café ainda não tem o cheiro e o gosto que conhecemos quando tomamos a bebida, daí o fato de o GLP ser fundamental para o funcionamento da microtorrefadora.

Funcionários da Ultragaz montam central de gás em microtorrefadora de café

É neste aquecimento que a mágica acontece: a secagem, os processos físicos e químicos e a expertise de quem está conduzindo a torra definirão a personalidade do grão. O especialista no comando do torrador de café é responsável pela modulação da chama em cada uma das etapas. Um erro no tempo de torra ou na temperatura aplicada em cada uma das etapas pode afetar não apenas a cor do grão, mas também o seu paladar. Por isso, já é possível encontrar tecnologias que ajudam no controle deste processo de torrefação.

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Instalação do GLP em microtorrefadora de café

O GLP é uma eficiente fonte de energia para a microtorrefadora de café e garante o bom desempenho do torrador de café. Para contar com o fornecimento de GLP na torra, é preciso desenvolver, em parceria com a distribuidora de gás, um projeto de instalação de uma central para abastecimento a granel no local.

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O processo começa com a solicitação de uma visita técnica da área comercial da distribuidora de gás, que faz in loco a avaliação do espaço, das necessidades logísticas e das questões de segurança. No caso da Ultragaz, o consultor apresenta uma sugestão de projeto em 3D ao término desta primeira visita.

Há uma série de determinações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), do Corpo de Bombeiros e da própria empresa fornecedora para a instalação segura do GLP em uma microtorrefadora. O projeto e a execução são de responsabilidade da área de engenharia da distribuidora de gás, e a vistoria final para liberação do abastecimento cabe ao Corpo de Bombeiros.

Para utilizar GLP na torra de café, é necessária a construção da central de gás que deve estar localizada em área descoberta e fora de edificação para garantia de ventilação constante, conforme explica o engenheiro de automação e controle Fernando Cerqueira, supervisor de instalações da Ultragaz. O projeto também prevê a logística para o reabastecimento de gás por meio de caminhões.

Teste final: liberação do uso de GLP

Para que a fornecedora de GLpossa autorizar o primeiro abastecimento na microtorrefadora, há uma etapa final de suma importância e que é exigida legalmente: o teste de estanqueidade, que verifica, por meio da pressurização de ar comprimido na tubulação por determinado período de tempo, se há vazamento na rede. Esse teste é realizado mediante acompanhamento do cliente. A aprovação resulta no Registro de Teste de Estanqueidade, o “voucher” para o primeiro abastecimento. Em caso de reprovação, os reparos necessários são efetuados e um novo teste é realizado.

Tem interesse em utilizar o gás GLP na sua microtorrefadora? A Ultragaz cuida de todas as etapas, desde o projeto técnico até a fase de implementação e abastecimento, sempre com o máximo rigor em questões de segurança e atendimento especializado. Clique no banner abaixo para agendar a visita de um consultor Ultragaz em seu estabelecimento.