Na primeira Live realizada pela Ultragaz com foco no segmento de Torrefação de Café, Ensei Neto, consultor em Gestão Sensorial de Bebidas e Alimentos e parceiro da empresa no desenvolvimento da Ultrasolução Torra de Café, recebeu Gabriel Heinerici, mestre de torra da Às Café Ipanema e da Rio Coffee Roasters, para um bate-papo sobre o mercado de café durante a crise e previsões para o momento de reabertura das cafeterias.

Para conferir a íntegra da Live entre Ensei Neto e Gabriel Carvalhaes Heinerici, basta clicar aqui.

Com a pandemia e grande parte da população ficando em casa, ambos disseram perceber um aumento no consumo de cafés e no interesse em experimentar cafés de qualidade no âmbito doméstico. “Quem tem cafeteria e está fazendo entregas vê claramente esse aumento. É preciso aproveitar a oportunidade e servir um bom produto. Tem muita gente publicando vídeos simplificados ensinando como fazer um bom café, mostrando para o cliente que, comprando matéria-prima de qualidade, ele tem mil formas de fazer café em casa durante a crise, até mesmo fazendo a torra na panela”, comenta Gabriel.

LEIA MAIS: Ensei Neto fala sobre acompanhamento de curvas de torra do café

Na projeção para o futuro pós-crise, Gabriel, que abriu recentemente um quiosque de cafés de qualidade com operação enxuta no bairro da Glória, no Rio de Janeiro, acredita que o momento de reabertura das cafeterias gerará muito mais vendas no formato “to go” do que nos espaços internos dos estabelecimentos. “Percebo no meu dia a dia do quiosque que as pessoas querem, sim, tomar cafés de qualidade. A hora do almoço é movimentada. Mas preciso oferecer produto diferenciado. O cliente toma ali, leva e também compra café em grão. As cafeterias precisam trabalhar com qualidade e eficiência. Qualidade sem eficiência não traz retorno. Eficiência sem qualidade não traz cliente.”

Ensei concorda: “Temos de assumir o que está acontecendo e começar a trabalhar sob essa perspectiva. O consumo em restaurantes, bares e cafeterias depois da crise não será mais como era até 2019. Se vamos precisar manter determinada distância entre as pessoas, as áreas [dos estabelecimentos] vão ficar inviáveis. Então, acredito que o caminho será via "take out”, comenta o consultor, lembrando que muitas empresas já discutem adotar o home office em alguma escala mesmo após a reabertura do mercado, o que reduzirá drasticamente o movimento diário nas ruas dali em diante.

Aprendizados da crise

A conversa também abordou a qualificação dos profissionais: “O momento é de se especializar em algo, ampliar conhecimento, melhorar os serviços para voltar com diferenciais”, comenta Gabriel, referindo-se tanto aos profissionais das cafeterias quanto à parte de gestão dos negócios. Ensei completa: “algumas funções vão mudar, outras vão perder relevância”. “É um momento de aprendizado, em que percebemos que as coisas mais simples ganham espaço no dia a dia, como moer o café.”

Por fim, os dois profissionais comentaram sobre os benefícios da Ultrasolução Torra de Café, que Ensei desenvolveu em parceria com a Ultragaz. “A nossa ideia é simplificar, fazer com que conceitos científicos se tornem intuitivos. A inteligência artificial faz diferença. O sistema vai ‘aprendendo’ e acumulando informação. É como se internamente alguém estivesse fazendo cálculos. E o programa vai ajudar o mestre de torra mostrando a chegada a cada um dos pontos do processo, indicando a mudança de etapas da curva de torra”, explica Ensei.

Gabriel, que já utilizou a Ultrasolução em parceria com Ensei Neto, destaca o fato de a solução tornar o processo cada vez mais acurado e padronizado. “É uma ferramenta que auxilia na tomada de decisão. A maior interação de dados leva à maior precisão. Também acho interessante o software mostrar o consumo de gás, da eficiência.”

LEIA MAIS: Ultrasolução oferece precisão à curva de torra de café