A linha do tempo nos mostra a tecnologia como importante aliada no aprimoramento da medição do consumo de gás em condomínios residenciais de casas ou apartamentos, visando tornar a medição e a cobrança cada vez mais precisas e oferecer mais transparência e comodidade ao consumidor. Hoje, o mercado já conta com sistemas de medição individualizada de gás.

Na década de 1990, início da distribuição de GLP a granel em condomínios, a cobrança era coletiva. As unidades utilizavam o gás distribuído via central e a conta única era rateada igualmente. As principais falhas deste método de cobrança eram o impacto no fluxo de caixa do condomínio (inadimplência) e a sensação de injustiça entre os moradores. Ele não concordavam com a cobrança idêntica sendo que as unidades tinham quantidade de moradores e dinâmica de uso distintas.

Do coletivo para a medição individualizada de gás

Por volta do ano 2000, o mercado passa a utilizar a medição individualizada de gás. Cada condômino vira cliente direto da distribuidora de gás, o que desonera o condomínio em casos de inadimplência. “O senso de justiça é restabelecido, porque o morador passa a saber exatamente quanto consumiu. Tudo é descrito com transparência na fatura”, comenta Marco Righi, coordenador de desenvolvimento da Ultragaz.

A medição individualizada de gás é um passo importante para o controle de consumo. No entanto, depende da figura do leiturista, profissional que visita o condomínio mensalmente para anotar o consumo registrado nos medidores.

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Medição remota: evolução tecnológica

O passo seguinte é a evolução da medição individualizada de gás para sua versão remota. Desde 2018, a Ultragaz desenvolve um produto nestes moldes utilizando transmissor e Internet das Coisas (IoT). Com isso, não é necessário fazer a leitura no local. O Controle Inteligente permite acompanhar o consumo de gás GLP de hora em hora via aplicativo. Já está em uso em condomínios da Grande São Paulo e Campinas e a expansão geográfica ocorrerá gradativamente até o final de 2020.

“O controle está na mão do cliente, que pode checar quanto consome para fazer o almoço, quanto os filhos gastam tomando banho ou comparar o consumo nos dias de semana e nos finais de semana. Ele também pode desligar o fornecimento de gás de onde estiver com a ponta dos dedos”, destaca Marco Righi.

Na avaliação do engenheiro civil Eduardo Lacerda, gerente geral da Techem do Brasil, que atua no mercado de medição individualizada de água, gás, energia e aquecimento, entregar o monitoramento do consumo nas mãos do cliente é um passo importante. “Com as informações precisas em mãos, ele decide se quer mudar seus hábitos para reduzir o consumo ou não.” Lacerda destaca que a mudança da medição coletiva, em que todos pagavam o mesmo valor, para a medição individualizada de gás em condomínios residenciais reduziu o valor da conta de 70% dos condôminos. “Eles não precisam mais subsidiar a conta de gás dos vizinhos.”

Tendências

A aposta dos especialistas é que a tecnologia irá seguir o caminho da desmaterialização também nos casos de acompanhamento e controle de consumo de serviços, como já vem acontecendo em nosso dia a dia em diversas outras áreas – assinamos Netflix em vez de ir à locadora de DVDs, por exemplo.

A Inteligência Artificial é peça fundamental para a concretização deste próximo passo, permitindo à empresa acessar e atender à demanda do cliente no canal em que estiver e quando quiser. “Ele pode buscar a informação atualizada sobre seu consumo de gás GLP via Smart TV ou Google Home. Nem vai precisar pegar o celular e abrir o aplicativo”, explica Leonardo Litz, consultor da área de transformação digital da Ultragaz.

Marco Righi complementa: “Pode ser que o cliente não queira baixar ou não tenha mais espaço no celular. As pesquisas mostram forte presença de aplicativos na nossa vida hoje, mas isso não deve se sustentar no futuro. A tendência é encontrar a interface mais próxima do cliente.”

Integração de dados

Além da oferta de multicanais, Litz aponta como tendência a estratégia omnichannel, uso simultâneo e interligado de diferentes canais de comunicação com total integração de dados.

Ele acredita que a tecnologia também permitirá avisar ao cliente um alerta quando o consumo de gás atingir determinado volume. A criação de uma rede integrada de dados aliada à inteligência artificial permitirá identificar algum possível vazamento. Neste caso, o cliente poderá ser avisado proativamente para checagem de informações ou a empresa poderá optar por bloquear o fornecimento de gás para aquela unidade até conseguir contato com o cliente.

Leonardo Litz também acredita na criação de marketplaces que permitirão a solicitação de serviços e reparos com apenas um clique. “As empresas têm know-how e podem linkar os seus clientes com os melhores prestadores de serviços da região para cada demanda.”

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