A chegada da pandemia do coronavírus e o período de quarentena forçaram transformações em cervejarias artesanais. Algumas novidades que chegaram neste momento difícil trouxeram bons resultados e devem ser mantidas mesmo após a reabertura dos bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais para o público. Essa é a conclusão dos convidados que participaram da primeira live para debater o mercado de cervejas artesanais realizada no Instagram da @ultragazoficial.

Na live “Cervejarias x Covid: como manter as vendas com bares fechados”, realizada no dia 9 de junho, o mixologista e sommelier de cervejas Douglas Merlo recebeu, em nome da Ultragaz, Nikolas Hesz, diretor de operações da Cervejaria Premium Paulista, detentora da marca Cerveja Madalena.

Para conferir a íntegra da Live entre Douglas Merlo e Nikolas Hesz, basta clicar aqui.

Os participantes falaram sobre o grande impacto que o período de quarentena teve para as cervejarias artesanais, que vinham em ritmo acelerado de crescimento. Douglas Merlo destacou que essas cervejarias reduziram drasticamente a produção. Ele afirma que muitas cervejarias de Santa Catarina paralisaram a produção e precisaram cortar funcionários pela metade.

Inovações em envase em canais

Nikolas Hesz relatou a busca de alternativas para continuar vendendo e não parar a produção. “Ficamos fechados nas primeiras semanas e nesse período começamos a desenvolver estratégias pra conseguir chegar ao consumidor”, afirma. A Madalena montou um sistema de drive thru para venda do chope em “growler”, espécie de garrafa PET de 1 litro.

O sistema de venda, em que o consumidor pode comprar sem sair do carro, com toda a segurança, foi montado primeiramente na fábrica da Madalena, em Santo André. No primeiro fim de semana foram vendidos mil litros. A partir dessa experiência, a cervejaria expandiu o modelo para outros pontos da Grande São Paulo e atualmente já há 15 locais de venda via drive thru. Além disso, a Madalena desenvolveu também um barrilete de 5 litros que pode ser vendido diretamente ao consumidor.

Nikolas explica que a empresa precisou fazer uma redução do quadro de 30% no quadro de funcionários. Ele reforça que a intenção é recontratar as pessoas quando a produção aumentar. “A gente precisou se reinventar para continuar funcionando e manter os colaboradores. Neste momento, a Madalena é a microcervejaria com a maior operação no Brasil. Somos uma empresa 100% formal e desde o lançamento do drive thru já emitimos mais de 18.800 cupons fiscais.”

Os participantes da live entendem que essas inovações, que estão tendo excelente aceitação, vieram para ficar. “As cervejarias precisarão pensar no longo prazo. Precisarão ter um plano B para não depender tanto de bares e restaurantes mesmo quando esses estabelecimentos reabrirem”, afirma Douglas.

Consumo em casa

O sommelier também acredita que o hábito de consumir cerveja artesanal em casa deve permanecer mesmo após o fim do período de quarentena. Ele trouxe dados que indicam que o consumo domiciliar vem crescendo. O portal de e-commerce Clube do Malte registrou alta de 50% e 70% nas vendas, respectivamente, nos meses de março e abril. Já o marketplace Cerveja Artesanal Store saltou de um faturamento mensal médio de R$ 12 mil para R$ 108 mil. O ticket médio passou de R$ 77 para mais de R$ 220.

No caso da Madalena, houve um crescimento bastante expressivo das vendas em serviços de entrega por aplicativo. A marca, que já era comercializada no iFood, agora está disponível também no UberEats. Ambos destacam que consumir uma cerveja artesanal, de qualidade diferenciada, é um caminho sem volta. “As cervejarias artesanais ainda respondem por uma fatia muito pequena do mercado, de 3%. Com isso, não há uma concorrência entre elas. As cervejarias buscam conquistar juntas esse mercado e ampliar a cultura cervejeira”, afirma Douglas.

A relação das cervejarias com as comunidades onde estão inseridas também foi estreitada no momento de crise. No início da pandemia, algumas cervejarias realizaram ações de troca de chope – produto que tem validade mais curta – por alimentos não perecíveis, que foram doados a pessoas mais atingidas pela crise do coronavírus. A Madalena arrecadou mais de 4,5 toneladas de alimentos, que foram encaminhados para a Prefeitura de Santo André. Ação social semelhante foi feita por cervejarias catarinenses.

Tecnologia como diferencial

Nikolas destacou que a cervejaria vinha registrando crescimento acelerado nos últimos anos. Em 2018, a produção cresceu 60% e em 2019 o aumento foi de 120%. Ele espera que, passado o período crítico da pandemia, o crescimento possa ser retomado gradativamente.

Entre os diferenciais da Cerveja Madalena, ele aponta o mestre cervejeiro, a preocupação com a matéria-prima, com uso de malte e lúpulo europeu, o processo produtivo fiel, o investimento em tecnologia e o respeito ao tempo da cerveja, sem uso de aditivos.

Do ponto de vista tecnológico, ele lembrou a instalação da Ultrasolução Cervejarias, com a automação de algumas válvulas. “Estamos sempre buscando inovações, participando de feiras no Brasil e no exterior. A Ultrasolução nos traz benefícios como agilizar a produção e reduzir o desperdício de insumos. Também diminui os riscos de falha humana no produto.”

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