Ter boas fotos gastronômicas é cada dia mais importante para estabelecimentos de food service. Contar com imagens de qualidade já era um item relevante para os restaurantes, mas se tornou fundamental com a chegada da pandemia. Com os salões fechados para o público, as escolhas passaram a ser feitas pelas redes sociais e a disputa por clientes nos aplicativos de delivery se tornou mais acirrada.

Para trazer informações sobre esse tema e apoiar os negócios de alimentação fora do lar, a Ultragaz promoveu uma live no Instagram com o fotógrafo gastronômico Bruno Bomtempo. Quem conduziu o bate-papo no perfil @ultragazoficial foi o consultor e palestrante Matheus Lessa, fundador do canal Domine seu Restaurante e embaixador da Fispal Food Service.

Matheus destacou que as fotos gastronômicas são elementos fundamentais para transmitir a marca do estabelecimento. O fotógrafo trouxe dicas e informações práticas para produzir boas imagens tanto “caseiras”, utilizando o próprio smartphone, quanto contando com o apoio de um profissional.

“Não se trata simplesmente de colocar o prato na mesa, é importante deixar a comida mais bonita. Mas esqueça desses vídeos que são postados na internet sugerindo colocar cola na pizza para parecer que o queijo está derretendo! A comida precisa ser a que de fato é servida”, afirmou.

Assista à live na íntegra aqui.

No dia a dia, é possível fazer fotos com celular, que facilita e traz agilidade. Para isso, Bruno chama a atenção para três fatores. O primeiro deles é limpar a lente da câmera. O segundo é buscar uma boa fonte de iluminação. Por fim, ele sugere ter uma produção do cenário. “Quando fizer a foto, olhe como se estivesse vendo um post em sua rede social e avalie se o prato parece apetitoso.”

Fotos gastronômicas profissionais

Em muitas situações, porém, ele defende que vale a pena investir na contratação de um fotógrafo gastronômico profissional. Afinal, as fotos gastronômicas é que vão fazer o prato ser escolhido na internet.

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Para o investimento ter o resultado esperado, Bruno afirma que é necessário fazer um planejamento detalhado da sessão de fotos. O ponto de partida é garantir o alinhamento entre o fotógrafo, o dono do estabelecimento (ou o profissional que faz a contratação) e o chef. Com isso, definem-se as entradas, os pratos principais e as sobremesas que serão fotografados e em que ordem.

“Normalmente eu começo fotografando os pratos mais elaborados. Assim, o chef pode começar a preparar com antecedência. Além disso, se surge algum problema, dá tempo de refazer durante a sessão.”

Ele destacou a importância de cuidar do food styling, um trabalho que pode ser feito pelo fotógrafo ou pelo próprio chef. Sugeriu ainda separar ingredientes utilizados nas receitas para ajudar na composição da cena.

Pandemia e cardápio digital

Bruno afirmou que a pandemia provocou grandes mudanças nos estabelecimentos de food service. “Em seis, sete meses, nós evoluímos mais do que em seis ou sete anos normais.”

Um dos impactos para as fotos gastronômicas foi a mudança dos cardápios impressos tradicionais para versões digitais. Para isso, ele sugere não reaproveitar fotos feitas anteriormente. Isso porque, além de as fotografias passarem por tratamentos distintos para cada um dos meios, os cardápios digitais permitem ampliar as imagens e ver mais detalhes.

Para ele, essa migração é uma oportunidade para rever o cardápio integralmente e entendê-lo como uma ferramenta de posicionamento. “Para o cliente, o cardápio digital é como uma rede social. Então, ele precisa ser preparado pelo estabelecimento com essa visão.”