Os pequenos negócios estão sendo fortemente atingidos pela crise do coronavírus. Levantamento do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) aponta que quase 90% deles tiveram queda de faturamento nas últimas semanas, com perda média de 75%. E a paralisação econômica vem afetando também estabelecimentos que oferecem alimentação fora do lar, como restaurantes, bares, pizzarias, padarias e confeitarias.

Segundo a fintech BizCapital, restaurantes e lanchonetes, juntamente com cabeleireiros e o setor de serviços, foram responsáveis por 40% dos pedidos de empréstimos registrados na última quinzena de março. Nos dois meses anteriores, esses setores respondiam por 15% do total de pedidos.

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Com o aumento da procura, instituições financeiras têm ampliado a oferta de linhas de crédito para ajudar as micro e pequenas empresas a atravessarem este momento crítico da pandemia. As novas alternativas têm carência e prazos mais extensos para pagamento. Apresentamos a seguir algumas dessas opções voltadas a garantir capital de giro para os estabelecimentos durante a crise da Covid-19:

BNDES Crédito Pequenas Empresas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) expandiu em R$ 5 bilhões a disponibilidade em sua linha de crédito para micro, pequenas e médias empresas para ajudá-las a enfrentar a pandemia do coronavírus.

No caso dos pequenos negócios, a linha é destinada a empresas com faturamento anual de até R$ 300 milhões e oferece limite de financiamento de R$ 70 milhões por ano. O pagamento pode ser feito em até 5 anos e é oferecida carência de 24 meses. A solicitação deve ser feita por uma instituição credenciada. Confira a lista completa.

Proger Urbano Capital de Giro

Os bancos públicos federais – Banco do Brasil, Caixa, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia – oferecem o Proger Urbano para empresas com faturamento anual de até R$ 10 milhões. A linha disponibiliza até R$ 500 mil com 12 meses de carência e prazo de 48 meses para pagar.

O Proger é um programa de geração de emprego e renda do Governo Federal que oferece linhas de crédito com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) a pequenos negócios e também cooperativas e associações de produção.

Caixa e Sebrae

O Sebrae e a Caixa lançaram em 20 de abril uma linha especial de R$ 12 bilhões disponibilizada para auxiliar os pequenos negócios durante a pandemia do coronavírus. Podem solicitar o empréstimo empresas adimplentes com faturamento anual de até 4,9 milhões de reais que tenham mais de 12 meses com receita.

Segundo o Sebrae, o objetivo foi facilitar o acesso dos empreendedores ao crédito. De acordo com a instituição, desde o começo da crise, 60% dos donos de pequenos negócios tiveram o pedido de crédito negado nos bancos.

Pelas condições oferecidas, os empreendedores contarão com uma carência de 9 a 12 meses e prazo para pagamento entre 24 e 36 meses, com taxas até 40% menores do que as tradicionalmente adotadas, segundo a Caixa. Os valores máximos estipulados para o crédito são de até R$ 125 mil para empresas de pequeno porte, com juros de 1,39% ao mês. Os recursos são oferecidos pelo banco com garantia do Sebrae por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que atende às exigências das instituições financeiras para conceder operações de crédito.

Mais opções em bancos e financeiras

Para auxiliar os empresários a avaliar as opções de linhas de crédito disponíveis no mercado, a Unidade de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae realizou um mapeamento reunindo as principais linhas de crédito anunciadas pelas instituições financeiras do país.

De acordo com o órgão, além das novas linhas que surgiram devido à pandemia do coronavírus, algumas que já existiam fizeram alterações nas regras e passaram a oferecer carência. Confira o documento completo, divulgado em 17 de abril, com as opções oferecidas até então.

Neste momento, o mais urgente é que os estabelecimentos que oferecem alimentação fora do lar encontrem alternativas para se manter durante a fase mais crítica da crise do coronavírus. Além disso, é muito importante ficar atento às tendências e já começar a estruturar mudanças para buscar a retomada dos negócios quando o pico da pandemia passar.

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