Estabelecimentos como bares, restaurantes, pizzarias, padarias e confeitarias estão sendo fortemente atingidos pela crise causada pela pandemia de Covid-19. Com o coronavírus se espalhando pelo país, estados e municípios estabeleceram restrições de funcionamento. Na maioria dos casos, há o fechamento desses comércios ao público.

A boa notícia é que, como a medida apenas vale para a presença de clientes no local, é possível buscar alternativas para continuar vendendo seus produtos e gerando receita. A seguir, listamos algumas possibilidades e ideias que já vêm sendo adotadas e que podem inspirar os estabelecimentos a atravessarem a crise do coronavírus.

1) Crie ou reforce serviços de entrega

Para os estabelecimentos que não trabalham com serviços de delivery, agora é hora de oferecer essa opção. E para os que já disponibilizam, o momento é de reforçar e ampliar os canais de venda. Os pedidos podem ser recebidos por telefone, WhatsApp, mensagem direta de Facebook e Instagram ou até por um aplicativo próprio.

Uma solução simples e adequada para este momento de quarentena é aderir a aplicativos de delivery já disponíveis no mercado. É importante verificar quais estão disponíveis em sua região, as taxas cobradas e o processo de aprovação. Em geral, o cadastro pode ser feito diretamente pelo site de cada empresa. É dessa forma que funcionam, por exemplo, os serviços do iFood, Uber Eats e Rappi.

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Para enfrentar a crise do coronavírus, a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) fechou com o iFood um pacote de ajuda ao setor de alimentação. Uma das medidas foi a redução do prazo de pagamentos para bares e restaurantes, que passou de 28 dias, em média, para uma semana. Segundo a Abrasel, essa mudança injeta cerca de R$ 600 milhões de capital de giro no setor de alimentação fora do lar.

Outra medida é diretamente benéfica aos estabelecimentos "independentes", que não estão ligados a grandes redes. O iFood irá disponibilizar um fundo de ajuda de R$ 50 milhões para reembolsar despesas que bares e restaurantes irão gastar com taxas.

2) Ofereça a possibilidade de retirar os produtos

Há diversas estratégias possíveis para oferecer serviços de retirada de alimentos prontos para viagem. É possível permitir a entrada controlada de um cliente por vez ou mesmo criar uma “janelinha” para retirada dos produtos. Estabelecimentos que possuem mais espaço físico – como é o caso de algumas padarias e restaurantes – podem criar áreas de drive thru, em que o cliente não precisa descer do carro para pegar sua encomenda.

3) Redobre os cuidados com higiene

Neste período, é muito importante ampliar a atenção com as questões sanitárias e a higiene no preparo e embalagem dos alimentos. Também é fundamental ter muito cuidado nas situações em que há contato com os clientes para retirada de produtos e pagamento. Entre as medidas, estão a correta higienização das mãos antes e depois da entrega e também da máquina e do cartão após cada uso.

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4) Aprimore o atendimento e aposte em divulgação

Um ponto fundamental é divulgar o serviço na vizinhança, informando as formas de atendimento, canais de entrega e horários. Para isso, é possível utilizar as mídias sociais (como Facebook e Instagram) e também o “boca a boca” por aplicativos de trocas de mensagens, como grupos de WhatsApp.

Divulgue para seus potenciais clientes os cuidados que está adotando no preparo dos alimentos. Você pode publicar vídeos e fotos nas redes sociais. Isso contribui para dar transparência e transmitir segurança.

O acordo firmado pela Abrasel com o iFood, mencionado no item 1 deste texto, também prevê a divulgação de serviços “to go” de estabelecimentos cadastrados no aplicativo sem nenhum custo.

5) Busque soluções criativas

Grandes ideias muitas vezes surgem em momentos de crise. E agora é hora de inovar pra tentar superar a situação causada pelo coronavírus.

Bares e restaurantes podem oferecer vales de descontos para uso futuro nos estabelecimentos. Isso possibilita capitalizar o estabelecimento agora e o cliente ganha podendo consumir futuramente um percentual maior do que pagou – que chega a 50%, dependendo do valor do vale. Por exemplo, compre agora um vale de R$ 100 e usufrua R$ 150 pós-crise.

No caso das confeitarias e cafés, uma opção bastante viável é oferecer os produtos em mercados ou padarias. Esses estabelecimentos irão manter o funcionamento mesmo durante a quarentena do coronavírus.

Muitas das alternativas adotadas agora serão oportunidades para reforçar vínculos dos estabelecimentos com a vizinhança e diversificar canais de venda dos produtos.  Apesar do momento difícil, muitos estabelecimentos colherão benefícios para os negócios depois que a crise do coronavírus passar.